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12 de Outubro: O que é o Grito dos Excluídos?
Tradução:
ADITAL O Grito das/os Excluídas/os
é um movimento social internacional surgido no Brasil. Agrupa
trabalhadores/as do campo e da cidade, camponeses sem terra, povos indígenas
e afroamericanos, desempregados e subempregados, migrantes, jovens e
crianças excluídas/os de seus direitos fundamentais; tem
se convertido em um importante espaço de denúncia e luta
continental. Em meio a um panorama
cada vez mais incerto para a maioria da população pobre
e despossuída do planeta, o Grito já é uma força
de denúncia significativa contra o injusto e desumanizador sistema
neoliberal e contra as políticas de reajuste econômico
que os poderosos dessa aldeia global pretendem impor. Por esse motivo,
ganhou espaços de participação, convocatória
e construção em inúmeros países do mundo
e, em particular, em nossa América, pois dá voz àqueles
que a tiveram arrebatada e soma-se aos movimentos sociais que lutam
contra a dívida externa, contra os Tratados de Livre Comércio,
o Plano Puebla Panamá, a militarização, a xenofobia,
o racismo, que ameaçam e exterminam a vida e o meio ambiente,
as identidades culturais e a soberania dos povos. Ressalta que as manifestações
populares e sociais mostram que o grau de exclusão ainda é
grande na América Latina. Mas, também celebra avanços
na participação política das/os excluídas/os. Campanhas O Grito nas Américas
participa de várias campanhas, entre elas, a Campanha Continental
contra a Alca-TLC, Dívida e Militarização das Américas.
Por isso, é importante reafirmar uma vez mais os objetivos e
compromissos já assumidos: lutar pela superação
de toda forma de exclusão social; pelo não pagamento da
dívida externa; contra o modelo neoliberal que ameaça
e extermina a vida e o meio ambiente; contra todas as formas de migração
forçada, xenofobia, racismo e por um mundo sem fronteiras; resgatar
as dívidas sociais, continuar apoiando a luta contra a Alca,
OMC e FMI; contra a militarização estadunidense na América
Latina e no Caribe; lutar pela paz e contra a guerra. Não existe
uma única maneira de organizar as mobilizações.
A experiência dos distintos países onde o Grito acontece
indica que a criatividade dos movimentos sociais faz dessa atividade
uma verdadeira manifestação popular que dá voz
às/aos excluídas/os da sociedade. Articula-se com organizações
e coordenações locais, regionais e nacionais; busca associações
com outros movimentos locais envolvidos na mesma luta e também
tenta reforçar as dinâmicas continentais, tais como a Vía
Campesina, Jubileu Sul, Assembleia dos Povos do Caribe... e motiva o
protagonismo e a criatividade das/os excluídas/os; promove ações
que chamem a atenção do povo: exposições,
apresentações teatrais,debates, caminhadas, celebrações
ecumênicas, romarias e vigílias; atividades que resgatem
a cultura popular; formas criativas de estar presente nos meios de comunicação
social e exposições fotográficas em locais públicos,
entre outros. Leia mais sobre
o Grito das/os Excluidas/os em espanhol: |