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Contra
o trabalho escravo: terras de exploradores
devem ir para reforma agrária
Escrito
por Luiz Carvalho
09/11/2009
Desde 2004, quando
foi aprovada em primeiro turno na Câmara dos Deputados, a PEC
438/2001 (Proposta de Emenda Constitucional) aguarda votação
em segundo turno para depois seguir ao Senado. A atualização
na Constituição Federal permitiria que as terras onde
houver flagrante de trabalho escravo, sejam destinadas à reforma
agrária.
Enquanto os parlamentares não discutem o tema, o Brasil continua
a ostentar a vergonha marca da escravidão. Segundo levantamento
da CPT (Comissão Pastoral da Terra), apenas em 2008, mais de
cinco mil pessoas foram libertadas no País.
Um balanço dos últimos 13 anos eleva esse índice
para 32.931 trabalhadores.
Para reverter essa
situação, a CUT e as demais centrais sindicais brasileiras
levarão a Brasília, como um dos seis eixos da 6.ª
Marcha da Classe Trabalhadora, o apoio à aprovação
da PEC 438/01.
É lamentável que em pleno século 21 ainda
tenhamos que defender uma legislação para coibir esse
tipo de relação trabalhista, mas, infelizmente, ela é
necessária. Além do confisco da propriedade, os donos
das terras onde for flagrada a situação de escravidão
devem receber multa e perder qualquer benefício público
como isenção fiscal ou empréstimo do BNDES (Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), acredita
Expedito Solaney, secretário nacional de Políticas Sociais
da CUT.
Solaney sublinha a importância da proposta e acredita que deveria
ser ampliada para o setor urbano. A relação escravocrata
que existe em nosso país não está restrita ao campo.
Recentemente denunciamos ao Ministério Público de Pernambuco
uma situação típica dos casos de escravidão.
Trabalhadores deixavam suas casas em Pernambuco e na Paraíba
para trabalhar pela Sadia, no interior de Goiás, mas não
recebiam nada porque os empregadores descontavam aluguel e alimentação.
www.cur.org.br
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