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Evo Morales inicia greve de fome para exigir lei eleitoral Evo declarou a greve de fome no Palácio do Governo O Senado da Bolívia,
liderado pela oposição, não aprovou uma lei para
determinar a data para as eleições, que foram ordenadas
por uma reforma constitucional apoiada por Evo e aprovada pelos eleitores
em janeiro. Segundo a nova Constituição, o Congresso deveria
promulgar a lei sobre as eleições até esta quinta.
Evo, que assumiu o cargo em 2006, sugeriu que os líderes da oposição
estão tentando bloquear as planejadas eleições
de dezembro usando táticas de atraso. O presidente também
disse que está começando a greve de fome "para defender
o voto do povo". Catorze líderes
de grupos trabalhistas e sociais disseram que estão se unindo
ao presidente na greve de fome. Não foi informado quão
rigorosa será a greve de fome, mas tais protestos na Bolívia
geralmente envolvem beber água e mascar folhas de coca. A exigência
da oposição de que haja uma repadronização
geral dos eleitores antes de dezembro é tida nos meios políticos
como o principal obstáculo a um acordo no Congresso. As autoridades
eleitorais dizem que é impossível completar esta tarefa
antes de um ano. Evo Morales denunciou
novamente que a oposição busca na realidade impedir as
eleições gerais de dezembro e as eleições
regionais previstas para abril de 2010. "Ao pedir um novo padrão
(de eleitores) é simplesmente decidir que não haja eleições
nacionais (...), por isso este esforço (greve de fome) dos dirigentes
do campo e da cidade, um esforço da autoridade principal, tudo
pela defesa do voto sagrado do povo", acrescentou. O presidente, cuja
provável reeleição deve ocorrer com folga nas urnas,
iniciou um jejum no Palácio Quemado, acompanhado de uma dezena
de dirigentes das organizações sociais, entre eles Pedro
Montes, secretário-executivo da Central de Trabalhadores Boliviana.
Montes e outros dirigentes que acompanham Evo no jejum disseram que
a oposição conservadora seria responsável por qualquer
consequência de um conflito político. "É histórico
que façamos uma greve de fome no Palácio do Governo e
não sairemos daqui até que se aprove a lei eleitoral",
disse o líder da Central de Trabalhadores. Texto: Efe e Agências internacionais / Postado em 09/04/2009 ás 23:58 www.patrialatina.com.br |