Presidente de TV venezuelana debate comunicação pública no Rio

O papel da comunicação pública no governo de Hugo Chávez, na Venezuela, foi o tema do debate com a presidente da Vive TV – emissora pública venezuelana – Blanca Eekhout e o vice-presidente e coordenador da escola de cinema, Thierry Deronne.

No debate organizado pelo MST e ocorrido no auditório do Sindipetro/RJ, Blanca abordou as mudanças feitas no sistema de comunicação do país com a eleição de Chávez, principalmente as que aconteceram após a tentativa de golpe sofrido pelo presidente venezuelano.

Blanca informou que antes da tentativa de golpe, em 2002, a Vive TV alcançava apenas 30% do território nacional e que hoje, graças aos investimentos do governo, chega em todo o país. Segundo Blanca, a Vive TV tem como objetivo construir uma comunicação "popular e socialista", dando voz aos movimentos sociais, trabalhadores, mulheres, índios e afrodescendentes. Além de apoiar a produção independente. Para ela, a comunicação burguesa não dá voz ao povo e criminaliza os movimentos populares.

Questionada sobre a participação do governo, Blanca informou que apesar de receber financiamento, não há ingerência quanto ao conteúdo. Segunda ela, da mesma forma que se luta por educação e saúde pública, a televisão pública também é fundamental para construção de uma nova sociedade.

Blanca ainda comentou sobre a importante ajuda de médicos e professores cubanos nos programas sociais do país, que fizeram com que a Venezuela fosse declarada livre do analfabetismo. Falou também sobre os atritos com a Colômbia e denunciou a tentativa de assassinato do presidente Chávez por paramilitares colombianos.

Ainda no campo da comunicação, Blanca disse que terá conversas com a TV Brasil para troca de informações e programação e anunciou, para breve, o lançamento do satélite Simón Bolívar, que poderá transmitir imagens para os países da América Latina.

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